Hepatites Virais

DOENÇA:

Grupo heterogêneo de infecções causadas por vírus que têm acometimento hepático primário. As manifestações clínicas são semelhantes, mas a evolução e o prognóstico variam na dependência do agente etiológico.

HEPATITE A

Período de incubação de 2 a 4 anos com transmissão fecal-oral (água de alimentos contaminados) e a evolução é aguda.
Frequente em todas as regiões do país, endêmica ou em surtos. Predomina em crianças e adultos jovens, principalmente nas áreas sem saneamento básico ou precário. É transmite desde duas semanas antes do inicio dos sintomas até duas após.

HEPATITE B

Período de incubação de 1 a 6 meses, com transmissão via sanguínea, sexual ou vertical (mão-filho) e a evolução pode ser aguda ou crônica.
Média endemicidade no Brasil, com lesões de alta prevalência na Amazônia, Espirito Santo e Santa Catarina. Mais frequente em adultos jovens, com período de transmissibilidade de duas a três semanas antes dos primeiros sintomas até seis meses nas formas agudas e durante toda a vida nos portadores crônicos.
O vírus é oncogênico (80% dos casos de câncer do fígado estão relacionados com a hepatite B).

HEPATITE C

Período de incubação de 1 a 5 meses com transmissão via sanguínea e menos frequente sexual ou vertical. Geralmente é crônica, mas pode ser aguda.
Predomina em adultos antecedentes de exposição sanguínea ou sexual (sangue derivados, tatuagens, drogas injetáveis, hemodiálise). Potencialmente transmissível durante toda vida. Vírus oncogênico (câncer). Evolui para a forma crônica em 10 a 50% dos casos.

HEPATITE D

Período de incubação não definido. Transmissão via sanguínea, sexual ou vertical e necessita do vírus da hepatite B. Pode ser aguda ou crônica. É endêmica na Amazônia Ocidental.

HEPATITE E

Período de incubação de duas a doze semanas, com transmissão fecal oral, com evolução aguda. Risco de formas graves em gestantes com moralidade de 10 a 20%. Período de transmissibilidade e evolução semelhantes aos da hepatite A. Raramente diagnosticada no Brasil. Depressão em 30% dos casos Reações de intolerância ao frio Fenômeno de Reynaud
Ausência de sinais indicativos de doença inflamatória

SINAIS E SINTOMAS
HEPATITE AGUDA (A – B – C – D – E)

A maioria das infecções é assintomática. Inicialmente (1 a 2 semanas) – mal-estar, inapetência, astenia, febre baixa e artralgia. Posteriormente, surgem, icterícia (pele amarela) e fezes claras, em média por 4 a 6 semanas.
Pode haver aumento discreto a moderado do fígado e baço. Nas formas graves há sinais e sintomas de falência hepática aguda (distúrbios da coagulação sanguínea), edema, ascite (edema do abdômen) e encefalopatia hepática.

HEPATITE CRÔNICA (B – C – D)

Evolução lenta, em geral assintomática durante muitos anos. Predominam manifestações inespecíficas e extra- hepáticas – fadiga, anorexia (falta de apetite), náuseas, desconforto abdominal, prurido, artralgia/artrite e alterações sanguíneas.
Ao evoluir para cirrose, os sintomas se intensificam e aparece icterícia (pele amarelada), perda de massa muscular, edema periférico, edema abdominal, aranhas vasculares, eritema palmar, ginecomastia, tremor de extremidades, encefalopatia, varizes de esôfago, hemorragia digestiva, aumento do fígado e do baço.

PREVENÇÃO

Saneamento básico, manipulação e armazenamento adequado de alimentos, controle de hemoderivados e de procedimentos de hemodiálise, uso de preservativos, equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde. Existem vacinas para hepatite A e B.